sexta-feira, 1 de abril de 2011

7. Hardware e Software

Para o desenvolvimento e a execução de conteúdos e aplicações multimédia, existe um conjunto de recursos de hardware, software e suportes de armazenamento de informação que podem contribuir, de acordo com as suas características e capacidades, para um acréscimo da sua qualidade.


7.1 Hardware

7.1.1 Dispositivos de entrada

Os dispositivos de entrada permitem a comunicação no sentido do utilizador para o computador. através dos quais o utilizador pode controlar ou mesmo interagir com a execução de aplicações multimédia.

Ratos: dispositivos muito importantes pelas suas potencialidades de utilização nos sistemas operativos gráficos Permitem deslocar no ecrã o ponteiro e realizar a introdução de ordens para o computador, através da emissão de sinais eléctricos. Existem vários tipos de ratos com diferentes formas e botões associados a diversas funcionalidades, inclusive relacionadas com a utilização de aplicações multimédia.
Teclados: dispositivos que permitem digitar dados ou instruções para o computador. Existem vários tipos de teclados com mais ou menos funções e com teclas multimédia, permitindo o acesso mais fácil às aplicações.
Touchpads: dispositivos que substituem os ratos nos computadores portáteis. A maioria dos touchpads actuais tem quase todas as funções que podem ser desempenhadas pelos ratos.

Joysticks: dispositivos utilizados essencialmente para jogar. Podem assumir uma grande variedade de formas e funcionalidades, no entanto, podem ser utilizados para controlar uma aplicação multimédia.

Trackballs: dispositivos que substituem os ratos e podem assumir uma grande variedade de formas, permitindo economizar espaço.


Scanners: dispositivos que permitem capturar e digitalizar, através de processos ópticos, documentos impressos. Existem diferentes tipos de scanners e em diferentes formatos.

Câmaras digitais, fotográficas ou de vídeo:dispositivos que captam imagens do exterior, através de uma objectiva, à semelhança das câmaras tradicionais. As webcams são câmaras digitais mais simples e de baixa resolução que capturam imagens dinâmicas ou estáticas directamente para o computador.

Microfones: dispositivos que podem assumir uma grande variedade de formas. Quando ligados a uma placa de som de um computador, permitem capturar os sons do meio ambiente. As câmaras digitais têm normalmente um microfone acoplado, para permitir capturar, em simultâneo, sons e imagens.


7.1.2 Dispositivos de saída
Os dispositivos de saída permitem a comunicação no sentido do computador para o utilizador.

Monitores: dispositivos que constituem o principal meio de comunicação entre o computador e o utilizador. Estes apresentam diferentes características que os permitem distinguir, como as suas dimensões, resolução e frequência do varrimento.

Placas gráficas: dispositivos responsáveis pela interligação do monitor com o processador. É possível distinguir as placas gráficas entre si, de acordo com as suas características, tais como o número de cores, a resolução e a capacidade de memória da placa.

Impressoras: dispositivos que permitem imprimir os resultados das operações de processamento do computador. Cada impressora tem um conjunto de características, associadas, que as distingue das demais, como o número de páginas que imprime por minuto (ppm). a tecnologia: de impressão (Laser, jactos, …) e a resolução ou pontos por polegada (dpi).

Projectores de vídeo: dispositivos que permitem projectar para telas as imagens provenientes de computadores e outros equipamentos multimédia com possibilidade de estabelecer ligação com eles.

Plotters ou traçadores de gráficos: dispositivos com uma finalidade semelhante à das impressoras, pois destinam-se à impressão de informação proveniente do computador. Estas destinam-se principalmente à impressão, com elevada precisão, dos desenhos de peças, dos projectos de habitações e dos desenhos de painéis publicitários.

Altifalantes: são ligados à placa de som do computador e permitem a reprodução de sons no formato analógico. Neste caso, a placa de som converte os sinais do formato digital para o formato analógico.

Auscultadores: podem ser ligados ao computador e permitem a audição de sons de forma individual pelo utilizador.

7.1.3 Dispositivos de entrada/saída
Os dispositivos de entrada/saída permitem a comunicação em ambos os sentidos do computador para o utilizador e vice-versa.

Placas de som: dispositivos que suportam áudio digital e MlDI, permitindo aumentar, de forma considerável, a capacidade de um computador, capturar e reproduzir sons com qualidade. Estas permitem ligar ao computador vários dispositivos como o microfone, os altifalantes, a unidade de leitura do CD áudio e a aparelhagem hi-fi.

Dispositivos de ligação a redes: dispositivos, como as placas de rede, modems e bluetooths, que permitem a ligação de um computador a uma rede de computadores.

Touch screens: ecrãs que, para além de nos apresentarem informação, são sensíveis ao toque do dedo ou de outros dispositivos adequados, substituindo o rato. São de fácil utilização e resposta rápida, sendo utilizados em quiosques multimédia e postos de vendas.

Placas de captura de TV: dispositivos que permitem fazer a sintonia do sinal TV e normalmente também do sinal rádio. Para além disso, permitem converter o sinal analógico recebido em sinal digital, de forma a este poder ser processado pelo computador. De acordo com a qualidade das placas e do software utilizado, podem permitir realizar operações como a visualização de vários canais no monitor em simultâneo, a gravação de programas e a captura de imagens.



7.1.4 Dispositivos de armazenamento
Os dispositivos de armazenamento permitem guardar dados de forma permanente ou semipermanente. Estes dispositivos, de acordo com a tecnologia utilizada na leitura e escrita dos seus dados, podem ser classificados em magnéticos, semicondutores e ópticos.


Magnéticos

Discos rígidos: constituídos por material metálico, utilizam a electromagnetização das partículas para a gravação e a leitura dos dados. Estes dispositivos permitem armazenar grandes quantidades de informação, que depois é acedida aleatoriamente.
Os discos rígidos podem ser designados por internos ou externos, conforme estão instalados dentro ou fora do computador. A vantagem dos discos externos é permitir transportá-los de forma mais fácil para outros computadores.

Bandas magnéticas: utilizam a electromagnetização das partículas de uma fita magnética para a gravação e a leitura dos dados, realizadas de forma sequencial.
As bandas magnéticas continuam a ser o suporte mais económico de armazenamento de grandes quantidades de dados e, por isso, as mais indicadas para fazer cópias de segurança (backups) da informação existente num computador.


Semicondutores

Cartões de memória: servem para armazenar dados como texto, fotos, vídeos e músicas. Estes são usados em diferentes tipos de dispositivos de hardware como, por exemplo, câmaras fotográficas digitais, telemóveis e leitores de MP3.
De entre os vários tipos de cartões de memória, destacam-se os CompactFlash, SmartMedia, SD (Secure Digital) Memory e MMC.

Pen drives: servem para armazenar dados e ligam-se ao computador através de uma porta USB. Estas memórias constituem um meio prático para transporte de dados entre computadores, não necessitando, na maior parte das vezes, de instalação prévia de software.
Relativamente aos seus tamanhos e custo, pode-se considerar como boas a capacidade de armazenamento, a fiabilidade e a taxa de transferência dos dados.


Ópticos

Dispositivos em que a leitura e a gravação dos dados são realizadas por processos ópticos, ou seja, através da utilização da tecnologia laser.

Compact Disk (CD)
a) Para gravação
No quadro seguinte são apresentados os principais formatos de CD, de acordo com as várias possibilidades de gravação.
Formatos

CD-R
CD-RW
Mini CD

b) Formatos
No quadro, são apresentados os principais formatos de CD organizados de acordo com o tipo de informação que podem conter.


Tipo de informação: AUDIO

Formato
Características
CD-Digital Audio
gravação de áudio com muita qualidade
CD-Text
armazenar áudio e texto (títulos e intérpretes das músicas)
Enhanced Music CD
as pistas de áudio são gravadas no início do CD e as pistas de dados no fim
Super Audio CD
qualidade sonora; quantidade de informação armazenada superior à dos outros CD's



Tipo de informação: VIDEO E DADOS

Formato
Características
CD-ROM XA
permite a intercalação de dados de áudio, texto e imagem
Photo-CD
Video-CD
armazenar filmes que pudessem posteriormente ser reproduzidos em computador 
Super Video-CD
o nível técnico está mais próximo do DVD do que do CD; contêm sequências de vídeo MPEG-2
CD Multissessão
poder ser gravados em várias sessões e em momentos definidos pelos utilizadores, até o disco ficar preenchido

Digital Versatile Disk (DVD)

a) Para gravação
No quadro seguinte são apresentados os principais formatos de DVD, de acordo com as várias possibilidades de gravação.

Formatos
Características
DVD-R, +R
gravação de dados apenas uma vez
DVD-RW, +RW
gravação e regravação de dados e podem ser utilizados para fazer cópias de segurança dos dados em computadores pessoais
DVD-RAM
a gravação e regravação de dados de forma semelhante aos DVD-RW, mas mais rapidamente do que estes
Mini-DVD
diâmetro de 8cm


b) Formatos
No quadro, são apresentados os principais formatos de DVD organizados de acordo com o tipo de informação que podem conter.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

6. Tecnologias Multimédia

6.1. Representação digital

Através da representação digital é possível a utilização de programas para armazenar, modificar, combinar e apresentar todos os tipos de média.
É também possível realizar a transmissão dos dados por meio de redes informáticas ou armazená-los em suportes, tais como CD e DVD.
Numa representação digital, os dados assumem um conjunto de valores discretos, ou descontínuos, processado s em intervalos de tempo discretos.
A figura 1 mostra o exemplo de um sinal que assume uma gama de valores contínuos no tempo. Este tipo de sinal é designado por sinal analógico, enquanto que os sinais que um computador processa são designados por sinais digitais.


Sinal analógico: um sinal contínuo, que varia em função do tempo. 
Sinal digital: sinal de valores descontínuos no tempo (discretos), representado por uma sequência de valores.


Os sinais digitais que circulam nos circuitos electrónicos de um computador são constituídos apenas por dois níveis de tensão eléctrica. Ao nível mais baixo é associado o valor lógico zero (0) e ao nível mais alto o valor lógico um (1).
Baseado no sistema de numeração binária, isto é, que utiliza apenas dois dígitos (0 e 1), é possível conceber todo o funcionamento dos circuitos digitais. Nestes circuitos, o bit é a unidade mínima de informação de um sinal, podendo assumir o valor 0 ou 1.
Os caracteres e símbolos necessários à comunicação entre utilizador e computador são representados por conjuntos de 8 bits (Byte). Que corresponde ao seu código ASCII.


Se os sinais que circulam num computador ou os gerados por um teclado são digitais, o sinal que um microfone produz é analógico. Assim, para obter este sinal no computador há necessidade de digitalizá-lo, ou seja, convertê-lo para uma sequência de bits. A digitalização de um sinal analógico é composta pelas fases de amostragem, quantização e codificação.

6.1.1 Amostragem
A amostragem é o processo que permite a retenção de um conjunto finito de valores discretos dos sinais analógicos. Como um sinal analógico é contínuo no tempo e em amplitude, contém um número infinito de valores, dificultando o seu processamento pelo computador. Assim, há necessidade de inicialmente amostrar o sinal analógico. Na prática, para se amostrar um sinal analógico (Fig.1) multiplica-se (electronicamente) este por um impulso eléctrico (Fig.2) em intervalos de tempo iguais. Desta forma, no instante do impulso é obtido o valor correspondente da amostra do sinal analógico.

6.1.2. Quantização
Depois de amostrado o sinal analógico, sob a forma de amostras ou impulsos PAM, é preciso quantizar ou quantificar a infinidade de valores que a amplitude do sinal apresenta (Fig.3). O circuito electrónico que efectua esta conversão designa-se por conversor analógico-digital (A/D ou do inglês ADC). Quantizar um sinal PAM significa atribuir lhe um determinado valor numa gama de níveis que o conversor A/D apresenta. Assim, por exemplo, um sinal com uma amplitude de 8,3 V poderia ser quantizado para um valor inteiro acima ou abaixo dele. Devido a este arredondamento, origina-se um erro de quantização resultante da diferença de amplitude entre o sinal quantizado e o sinal real.

6.1.3. Codificação
Os valores das amplitudes dos impulsos PAM, depois de quantizados, precisam de ser codificados para poderem ser representados por uma sequência de bits com valor 0 ou 1. Uma das formas de codificar o sinal é através da modulação PCM (Pulse-Code Modulation) , utilizando umimpulso de amplitude fixa, duração constante e valores lógicos 0 ou 1.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

5. Tipos de produtos multimédia

5.1 Baseados em páginas
São desenvolvidos segundo uma estrutura do tipo espacial. Esta é uma organização semelhante à utilizada nos médios tradicionais em suporte de papel como revistas, livros e jornais.Em alguns produtos multimédia, os utilizadores podem consultar as páginas utilizando hiperligações.
Neste tipo de produtos, as componentes interactiva e temporal podem estar presentes através da utilização de botões, ícones e scripts.
Os tipos de media estáticos ou baseados em páginas são, portanto, constituídos por elementos de informação independentes do tempo, que apenas variam na sua dimensão espacial, tais como parágrafos de texto, modelos gráficos ou conjuntos de pixéis. Estes elementos podem ser apresentados em qualquer sequência ou em instantes de tempo arbitrários sem perderem o seu significado. Para estes conteúdos, o tempo não faz parte da sua semântica, sendo a sua localização espacial o aspecto que importa considerar.
Exemplos:
Livros, revistas e jornais.
Algumas ferramentas de trabalho:
Texto – “Microsoft Word” e “Microsoft Publisher”;
Gráficos vectoriais – “Macromedia Freehand” e “Adobe Illustrator”;
Imagens bitmap – “Adobe Photoshop” e “Sherif Photo Plus”.

 
5.2 Baseados no tempo
Os tipos de produtos baseados no tempo são desenvolvidos segundo uma estrutura organizacional assente no tempo. Esta é uma organização com uma lógica semelhante à utilizada na criação de um filme ou animação.
Durante o desenvolvimento deste tipo de produtos multimédia os conteúdos podem ser sincronizados, permitindo, desta forma, definir o momento em que dois ou mais estão visíveis.
A interactividade neste tipo de produtos é adicionada através da utilização de scripts. A componente da organização espacial é também, neste caso, utilizada durante a fase de desenvolvimento deste tipo de produtos.
Em ambos os tipos de produtos multimédia (baseados em páginas e no tempo) as componentes espaço e tempo coexistem, distinguindo-se na estrutura organizacional utilizada como ponto de partida para a disposição de conteúdos.
Por outro lado, os tipos de media dinâmicos ou baseados no tempo incluem os tipos de informação multimédia cuja apresentação exige uma reprodução contínua ao longo do tempo. Por outras palavras, o tempo faz parte do próprio conteúdo. Se a informação temporal se alterar, isto é, se a sequência dos elementos que constituem o conteúdo dinâmico for modificada, o significado do conteúdo pertencente a um dos tipos de media dinâmicos também se altera. Em suma, o tempo faz parte da sua semântica. Quando se apresenta uma sucessão de imagens ou de modelos gráficos no ecrã, cria-se a impressão de movimento. Por isso, também é comum identificar os tipos de media dinâmicos utilizando,respectivamente, as designações de imagens em movimento para o vídeo digital e gráficos em movimento para a animação. Um exemplo disso é a banda-desenhada, que apresenta ao longo do tempo sucessivas imagens no qual o seu produto final será, neste caso, uma animação.
Outros exemplos:
Programas de TV, cinema e clips de vídeo.
Algumas ferramentas de trabalho:
Áudio digital – “Sonic Foundry SoundForge” e “Goldwave Digital Audio Editor”;
Animação – “Effect 3D Studio” e "Macromedia Flash";
Vídeo – “Adobe Première” e “Microsoft Windows Movie Maker”.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

4. Linearidade

Linearidade é a passagem de conteúdos de multimédia através de acções pré-programadas.

Exemplo:  Programa de televisão – o telespectador não pode alterar a programação.


Não-linearidade é a passagem de conteúdos de multimédia em que o utilizador interage com o desenrolar da acção.

Exemplo: Utilização de um CD – possibilidade de seleccionar as opções pretendidas.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

3. Modos de Divulgação

De acordo com o modo de divulgação, ou seja, tendo em atenção a forma como são distribuídos, os conteúdos multimédia podem-se classificar em:
· Online
· Offline

3.1 Online
Divulgação online significa a  disponibilidade imediata dos conteúdos multimédia. Pode ser efectuada através de:
·  Rede local;
· Conjunto de redes (World Wide Web);
· Monitores ligados a computadores que não estão ligados em rede, cujos dados estão armazenados em disco.

3.2 Offline
A divulgação offline de conteúdos multimédia é efectuada através da utilização de suportes de armazenamento, na maioria das vezes do tipo digital. Neste caso, os suportes de armazenamento mais utilizados são do tipo óptico, CD e DVD.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

2. Tipos de média

Existem vários tipos de media que servem de base à criação de sistemas e aplicações multimédia: animações, imagens, vídeos, gráficos, áudio e textos.
Estes podem ser classificados quanto à sua natureza espácio temporal e quanto à origem.

2.1 Natureza espácio-temporal
2.1.1 Medias estáticos
Os medias estáticos, discretos ou espaciais agrupam elementos de informação independentes do tempo, alterando apenas a sua dimensão no espaço. Exemplos: texto, imagens e gráficos.
Texto: Constitui a forma mais utilizada de divulgar informação em diversos meios e formatos. O texto em formato digital pode ser criado através de editores de texto, tais como o Bloco de notas do Windows, dando origem a conteúdos não formatados denominados plain text. De outra forma, pode ser criado através de processadores de texto, como o Microsoft Word, dando origem a conteúdos formatados denominados rich text.

Imagem: As imagens e os gráficos podem ser considerados, respectivamente, do tipo bitmap e do tipo vectorial quando são utilizados em aplicações multimédia num sistema informático. Estes podem ser obtidos por captura, através da utilização de um scanner ou de uma câmara digital, ou podem ser gerados no computador através da utilização de programas adequados.


2.1.2 Medias dinâmicos
Os media dinâmicos, contínuos ou temporais, agrupam elementos de informação dependentes do tempo. Exemplos: áudio, vídeo e animação. Nestes casos, uma alteração no tempo da ordem de apresentação dos conteúdos conduz a alterações na informação associada ao respectivo tipo de media dinâmico.

Aúdio: reprodução electrónica do som nos formatos analógico ou digital.
O formato analógico corresponde ao áudio gravados nas cassetes ou discos de vinil.
O formato digital corresponde a um formato compatível com o processamento realizado pelos computadores e pode ser obtido por digitalização a partir de fontes sonoras, ou seja, através da conversão do sinal analógico em digital, resultando em ficheiros que ocupam um espaço considerável e apresentam perdas de qualidade. O formato digital pode ainda ser obtido directamente utilizando um sintetizador MIDI da placa de som. Desta forma, os ficheiros apenas guardam a informação do áudio a ser reproduzido, resultando ficheiros mais pequenos, mas de qualidade superior.
O MIDI (Musical Instrument Digital Interface) é um padrão internacional, que define as notas produzidas por diferentes sintetizadores de forma que estas sejam iguais às dos respectivos instrumentos musicais. Permite também a ligação ao computador de diversos equipamentos musicais concebidos para o efeito.


Vídeo: movimento sequencial de um conjunto de imagens, também conhecidas por fotogramas ou frames. O número de frames apresentadas por segundo designa-se por rate. Tal como o áudio, pode ser representado no formato analógico ou digital.
O formato analógico corresponde, por exemplo, ao vídeo criado por uma câmara de vídeo analógica ou ao sinal de emissão de um canal de televisão analógico.
O formato digital corresponde, por exemplo, ao vídeo criado por uma câmara de vídeo digital ou ao sinal da emissão de um canal de televisão digital.

Animação: movimento sequencial de um conjunto de gráficos, no formato digital, que vão sofrendo alterações ao longo do tempo. Actualmente a animação é maioritariamente produzida no computador, através de software específico.

2.2 Origem
2.2.1 Medias capturados
Resultam de uma recolha do exterior para o computador, através da utilização de hardware específico, como, por exemplo, scanners, câmaras digitais e microfones, e de software específico

2.2.1 Medias sintetizados
São produzidos pelo próprio computador, através da utilização de hardware e de software específico.